terça-feira, 5 de maio de 2009

Trabalhar em casa: eu recomendo

A vida de quem trabalha em casa não é a maravilha que todos pensam, mas compensa.
Tem dias que mal saio de casa e fico falando com as paredes, fora que passo o tempo todo de shorts e camiseta. Tirando as reuniões que tenho nos clientes, eventos e acompanhamento de entrevistas meu mundinho se resume ao escritório que montei num quarto do meu apartamento com telefone, computador e internet.
É preciso disciplina para não dispersar a atenção e deixar de cumprir os compromissos. Para tanto, criei uma rotina, às 9 horas já estou trabalhando, lendo e-mails e jornais. Paro para preparar o almoço e comer com meu filho, que pela manhã fica em casa comigo. Essa pra mim é a principal vantagem de trabalhar em casa, passo bem mais tempo com o Enrico.
Ele já está acostumado que não pode atender o telefone durante o dia nem fazer barulho quando estou numa ligação. A convivência de filho e trabalho é muito harmônica.
À tarde, quando ele vai pra escola, concentro as reuniões e produção de textos. Quando não consigo conciliar os horários - o que é raro - apelo para minha mãe.
Sou assessora de imprensa e a empresa onde trabalho tem escritório em outra cidade. Atendo os clientes da minha região e por isso atuo em casa.
Frequentemente trabalho mais tempo do que as 8 horas diárias recomendadas (7 para jornalistas), não tem essa de sair do trabalho, desligar o computador e ir pra casa.
Como a maior parte do trabalho é escrever, às vezes faço outras coisas no horário comercial e deixo a produção de textos para a noite, quando tudo está mais tranquilo. Eu tenho a vantagem de escrever rápido, então meu trabalho rende bastante. Quando eu era repórter em jornal cheguei a ficar devendo horas no banco de folgas, acho que um caso inédito na profissão.
Sinto falta do bate-papo e almoço com os colegas de trabalho e volta e meia vem o sentimento de estar sozinha. É ruim não ter com quem conversar o dia todo, mas vale a pena.
Também é preciso tomar cuidado para os ataques à geladeira não serem constantes, pois as comidinhas estão sempre à mão. No meu caso passei a me alimentar melhor, trocando as bolachinhas do escritório por frutas e amêndoas.
Outras vantagens são que não perco tempo me deslocando para o trabalho - como não tenho carro isso sempre foi um problema -, me arrumando antes de sair e posso dormir até uns 15 minutos antes de começar a trabalhar.
Para as empresas a solução também é barata e eficiente, elas bancam parte do custeio do home office e só.
Com disciplina e organização trabalhar em casa é a melhor opção.

O poder do consumo

A manchete do Jornal de Piracicaba de hoje aponta que a cidade subiu no ranking dos municípios com maior potencial de consumo no País, segundo dados da empresa de pesquisa Target.
Segue lead da matéria: "Piracicaba passou a ser a 46ª cidade com maior potencial de consumo entre os 50 maiores municípios do Brasil, segundo o IPC (Índice de Potencialidade de Consumo do País) Target 2009, subindo uma posição comparando-se ao ano passado. No Estado de São Paulo, a cidade continua ocupando o 13º lugar. Os dados fazem parte do estudo Brasil em Foco da Target Marketing, empresa de São Paulo. O montante aproximado de consumo (urbano e rural) é de R$ 5,017 bilhões, cerca de 4,5% acima do registrado em 2008."
O dado provavelmente deveria indicar riqueza e prosperidade no município, mas as próprias pessoas entrevistadas pelo jornal dizem que reduziram em até 4o% o consumo! No mínimo conflitante a informação já que por outro lado só se fala em crise e desemprego.
Mas, o que mais me incomoda é o poder do consumo ser colocado como algo tão positivo. É claro que é importante a população ter condições de consumir, mas quando será estimulado que seja feito de forma consciente?
A gente ouve falar em reaproveitar, reciclar, reutilizar, mas nunca em consumir menos, somente o que se precisa, evitando desperdício.
Por que as pessoas tem de trocar de celular, carro e TV de plasma todo o ano?
Outro dia li numa dessas revista femininas uma lista de coisas que uma mulher devia fazer aos 20, 30, 40 e 50 anos. Uma das dicas dos 20 anos era comprar uma bolsa que custasse metade do salário! Que bela indicação, pra que alguém precisa de uma bolsa dessa e depois vai viver o resto do mês como? Isso a revista não explicava, chega a ser surreal.
Pode parecer ingenuidade, sei muito bem como funciona o poder econômico e a psique humana, mas acredito que essa seja a forma de melhorar nossa sociedade, com equilíbrio.
Uma cidade deveria ser reconhecida pela qualidade de vida de seus habitantes e não pelo seu poder de consumir desenfreadamente. Está na hora de revermos nossos conceitos...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Overdose de cotas


Cartunista: Braga

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados aprovou um projeto do deputado Flávio Dino (PC do B-MA) que reserva 10% das vagas de instituições públicas de ensino médio e superior para portadores de deficiência. Não foi submetida a plenário e seguiu direto para o Senado. Nenhum deputado quis propor recurso para que a proposta tivesse de passar pelo plenário da Câmara, claro, que político em sã consciência ia querer ser visto como inimigo dos deficientes.
No próprio Senado, há um outro projeto que reserva 50% das vagas para alunos egressos da escola pública, com um subcritério de distribuição das vagas segundo a cor da pele.
Nas universidades federais já há vagas definidas para negros, pardos e mulatos.
Quando os políticos vão parar de atacar a consequência e deixar as causas de lado? O correto não seria todo mundo ter direito a escola de qualidade e poder defender igualitariamente sua vaga nas universidades públicas?
De que adianta ter cotas para todas as minorias se esses alunos podem não ter condições de acompanhar as aulas na universidade? Eles continuam sem os conceitos da educação básica.
Eu entendo que algumas minorias sofreram discriminação e menos acesso a tudo durante anos, mas não posso concordar que um aluno que vai mal no vestibular tenha preferência por ser cotista. Que tipo de responsabilidade estamos dando a esses jovens e que classe de profissionais serão formados?
Será que os cotistas conseguem colocação no mercado de trabalho da mesma forma que os outros egressos das universidades federais?
E desde quando deficientes fisicos têm menos condições de estudar? Que eu saiba há deficientes de todas as classes sociais, garantir acessibilidade tudo bem, mas cota já é demais.
A solução é simples: educação básica de qualidade para todos, sem a necessidade de nenhuma cota ou privilégio!

domingo, 3 de maio de 2009

O que está acontecendo com os publicitários?

Ando indignada com algumas campanhas na TV. Sou do tempo que os comerciais brasileiros ganhavam prêmios em Cannes e todo mundo queria ser o Washington Olivetto fazendo o filme da Valisére do primeiro sutiã.
Acho que os publicitários estão emburrecendo e ainda passando péssimas mensagens.
Alguém em sã consciência pode imaginar uma equipe de TV no seu banheiro para indicar um enxaguante bucal ou um daqueles sachês de colocar na privada? Pois os publicitários têm essas brilhantes ideias e ainda repetem a fórmula!
E aquela propaganda onde duas crianças se esforçam em sujar uma camiseta para a mãe tirar as manchas com um produto feito para tal. Quem tem moleque como eu sabe que de nada adianta sabões em pó ultrapotentes e removedores de mancha, o que funciona mesma é a boa e velha esfregada e ainda passa um exemplo nada animador para os pequenos.
Tem também uma de sapatos infantis que fala que há modelos para todos os gostos de meninas, as românticas, as descoladas...desde quando garotas de 5 anos são românticas ou descoladas?!?!
A Nike se superou com comercial péssimo que saiu do ar. Nele os atletas eram torturados para se tornarem bons, alguns até passavam mal a ponto de vomitar e ainda levavam tapa na cara, um horror!
Por favor publicitários criativos do meu Brasil, apareçam!

Acompanhe a tal peça publicitária do enxaguante bucal:

sábado, 2 de maio de 2009

Sábado preguiçoso

Fazia tempo que eu não tinha um sábado preguiçoso assim só pra mim, às vezes é bom ficar sozinha ouvindo música com boas lembranças... aí vai minha trilha sonora de hoje:



Lembrança: Um dia ele disse que queria ter escrito essa música pra mim!

Composição: George Harrison

Há algo no jeito em que ela se move
Que me atrai como nenhuma outra
Alguma coisa em seu jeito me agrada
Eu não quero deixa-lá agora
Você sabe que acredito e muito
Algum lugar em seu sorriso, ela sabe
Que não preciso de outra
Algo em seu jeito que ela me mostra
Eu não quero deixa-lá agora
Você sabe que acredito e muito
Você me pergunta se meu amor vai crescer
Eu não sei, eu não sei
Fique por perto e você vai ver
Eu não sei, eu não sei
Alguma coisa em seu jeito, ela sabe
E tudo que tenho de fazer é pensar nela
Algo nas coisas ela me mostra
Eu não quero deixa-lá agora
Você sabe que acredito e muito

Dia das Mães Divorciadas

Com a chegada do Dia das Mães saio a procura de presentes para a minha (que já ganhou dois - não aguento esperar o dia), avós - sim eu tenho as duas - e outras mães de plantão. E eu? Apesar de ser uma mãe das boas não ganho presente! Explico, como sou divorciada meu ex-marido não se vê na obrigação de comprar presente pra mim e como meu filho tem apenas 8 anos obviamente não tem dividendos para comprar ele mesmo.
Será que todas as mães divorciadas passam por isso?
Claro que tem o beijo e o abraço do Enrico no Dia das Mães e a festinha na escola com direito a presentinho feito por ele, que eu adoro. Tenho quadrinho, porta-joia, almofada, sacola de praia e outros apetrechos em exposição aqui em casa. Mas, uma roupinha nova ou um brinco bacana não cairia mal!
Está lançada minha campanha pelas mães divorciadas sem presente!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Bem-vindos

Estou cada vez mais feliz com a repercussão do Entre Telas.
Depois de receber o Prêmio Dardos e um monte de recados de gente inteligente e bem informada descobri que meu texto está linkado em outro blog - http://falamarisco.blogspot.com/2009/04/especie-em-vias-de-extincao.html

Obrigada a todos que acompanham o que escrevo com tanto carinho e sejam sempre bem-vindos!