quinta-feira, 14 de maio de 2009

Certezas incertas

Uma das certezas que eu tinha era de ser uma pessoa saudável, afinal aos 35 anos todos me dão pelo menos uns 5 anos a menos. Fora isso sou meio natureba pra comer, não tolero frituras nem gordura e dispenso numa boa a carne vermelha, meu pecado sempre foram os doces, mas seguro a onda.
Também frequento religiosamente a academia três vezes por semana e ando feito camela, pois não possuo carro.
Para minha surpresa há cerca de um mês fiz um exame de sangue de rotina e descobri que meu colesterol estava alto. Como meu pai tem um histórico parecido o espanto não foi tão grande.
Eu me recuso a tomar remédio então resolvi mudar meus hábitos. Agora pareço a mulher aveia, coloco o cereal em quase tudo, frutas, bolos, tortas, iogurte. Também incorporei a linhaça, a soja, as massas integrais e as castanhas na minha dieta e aboli a maior parte dos alimentos industrializados e cheios de conservantes.
Pretendo aumentar a carga de exercícios, mas um princípio de artrite - dessa vez herança da minha mãe - me fez parar por algumas semanas.
A dieta já fez algum efeito, emagreci 3 quilos em umas 3 semanas e segunda-feira que vem volto para a academia. Espero que o novo exame que será feito em um mês aponte resultados positivos também.
Estou agora em busca de novas certezas.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Resgate histórico

Pegando carona no blog do meu amigo e jornalista Rodrigo Alves - http://dandonota.wordpress.com/ - coloco aqui a iniciativa da Revista Veja de disponibilizar na net o arcevo de seus 40 anos de publicação desde o primeiro exemplar de 11 de setembro de 1968 (capa ao lado).
Trata-se de um importante resgate histórico para pesquisadores, estudantes e jornalistas em formato virtual paper, daqueles que dá para folhear a revista on line.
Sem questionar a credibilidade atual da publicação acho que a iniciativa deveria servir de inspiração para os jornais e revistas mais antigos do País.



Em tempo: o gosto pela história da imprensa nacional vem de longe, quando entrei na faculdade de jornalismo, minha avó paterna - que só estudou até o primeiro grau - me deu vários exemplares de O Cruzeiro e Revista Manchete que ela tinha guardado, entre eles da morte do Kennedy e do Jango e da inauguração de Brasília.

domingo, 10 de maio de 2009

Síntese

De tudo que minha mãe tem me ensinado, a síntese é a frase: não faça para os outros o que não gostaria que fizessem a você.
Esse é o mantra que me faz ser uma pessoa melhor e que ensino diariamente a meu filho.
O mundo seria tão mais justo e caloroso se todos se esforçassem em seguir essas simples palavras. Basta antes de agir sempre se colocar no lugar do outro.
Generosidade e bons sentimentos se ensinam com gestos e não somente com palavras.
Apenas procure sempre ser gentil e ter paciência com os defeitos e limitações alheias.
Esse é o mundo que eu gostaria que acolhesse meu filho.

Feliz Dia das Mães!

sábado, 9 de maio de 2009

Xixi no banho

Essa eu não se é pra rir ou chorar. A ONG SOS Mata Atlântica - que até então eu considerava uma das mais sérias na área de ecologia e preservação ambiental - está lançando a campanha "Faça xixi no banho."
O objetivo é incentivar a economia de água já que fazendo xixi no banho você economiza na descarga! Parece piada, mas não é.
Dê uma olhada no site http://www.xixinobanho.org.br/
Segundo o site, fazendo xixi no banho, você economiza numa descarga por dia, cerca de 12 litros de água.
Parece que a idéia é incentivar a reflexão sobre o uso e o desperdício da água por meio de uma campanha divertida e que chame a atenção, mas será que não tira a seriedade e o foco real da discussão?
Agora é esperar o resultado pra ver se esse tipo de iniciativa vai trazer atitudes positivas de verdade.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Quem não tem Pira caça com SBO

Já que a 3ª Virada Cultural Paulista, que acontece em 7 cidades da região e em outros 12 municípios do interior de São Paulo, não vai passar por Piracicaba, podemos conferir a programação de SBO (Santa Bárbara D'Oeste para os piracicabanos).
Com investimento de R$ 5,5 milhões e mais de 560 atrações artísticas, o evento tem início às 18h do sábado (16) e as atrações prosseguem até as 18h do domingo (17). Toda a programação é gratuita.
Em SBO, Lobão se apresenta como destaque, finalizando a programação da cidade, que conta ainda com shows de Edgard Scandurra Livre P.A., Antônio Nobrega e Jorge Ben Jor. Os paulistanos da Orquestra de Jazz Sinfônica também sobem ao palco durante a Virada Cultural na cidade, bem como as peças “Nocaute” de Marcelo Mansfield e “À La Carte” do La Mínima. Os outros espetáculos, os horários e locais podem ser conferidos em

Em tempo: Cultura que é bom ninguém se preocupa em trazer pra cá, em compensação presídios...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Lei antifumo


Segundo o site da EPTV, Campinas e Piracicaba são as duas primeiras cidades da região a receber a blitz Caça-Fumaça, responsável por vistoriar bares, restaurantes e ambientes fechados que estejam permitindo a presença de fumantes. A partir de junho, fiscais da Secretaria de Saúde vão realizar a fiscalização.
A lei antifumo do governo estadual proíbe o fumo em locais fechados. A decisão das blitzes foi tomada pelo governador José Serra no intuito de que essa não seja mais uma lei que fique apenas no papel. Em todo o Estado, 500 fiscais irão participar ds blitzes. A fiscalização irá se restringir aos bares e restaurantes.

Como não-fumante eu deveria comemorar essa iniciativa mas tenho minhas dúvidas sobre a eficácia dessa lei. Odeio cigarro e fumaça em bares e principalmente restaurantes quando estou comendo, mas afinal fumar é lícito. Eu vejo um conflito nessa lei, se fumar não é proibido, como vão proibir o ato.
Acredito que a maior parte dos fumantes gostaria de largar o vício, hoje em dia todo mundo sabe dos malefícios da fumacinha, mas não há políticas públicas para ajudar quem o queira. O SUS deveria ter programas extensos e abrangentes.
Nas escolar o tema deveria ser constante nas aulas de ciências e biologia, para que os jovens não entrem na onda cedo e depois não consigam sair.
Li em algum lugar a defesa da bares somente para fumantes, mas assim acredito que viveremos em guetos e tenho muitos amigos que fumam com quem eu gosto de sair.
Acho que alas de fumantes e não-fumantes realmente distintas em bares e restaurantes já resolveria o problema e a proibição deveria valer somente para casas noturnas fechadas e com pouca ventilação. Mas, nesse caso deveria haver um local aberto para fumódromos.
Não é certo tratar os fumantes como bandidos, afinal eles não estão fazendo nada de ilegal.
Ainda tenho dúvidas sobre a validade dessa lei, vamos esperar para ver os resultados.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Elias dos Bonecos

Seu Elias com seus bonecos

Esses dias vi no programa da Ana Maria Braga um borracheiro que fabricou um boneco para protestar contra um buraco na frente de seu estabelecimento. Para meu espanto era idêntico aos feitos pelo Elias dos Bonecos.
Figura foclórica e um dos maiores representantes da cultura popular de Piracicaba, Seu Elias montava bonecos com pneus e roupas velhas e os colocava para povoar as margens do rio. Morreu no início do ano passado, já muito doente.
Segue matéria que escrevi em 2006 no Jornal de Piracicaba sobre a peça teatral "O Filho das Águas", que narra a história do Seu Elias.

Como um Dom Quixote caipira, Elias dos Bonecos mostrou com ternura e simplicidade as tradições populares de Piracicaba e como um simples pescador levou para o mundo a força de seus gestos e ideais. Na montagem primorosa de “Filho das Águas – As Coisa tem o Valor que Nóis dá pra Elas”, sob a batuta de Carlos ABC, o grupo Tragatralha encena a relação de Elias dos Bonecos com o rio Piracicaba. A peça poderá ser vista hoje, às 20h, no Teatro Municipal “Dr. Losso Netto”, na Mostra Raízes, evento patrocinado pela Fundação Belgo Arcelor-Brasil. A peça foi encenada no Teatro no mês passado e emocionou o público. Ao entrar no espaço, os espectadores eram recebidos por Nhá Dita, uma espécie de narradora da história que oferecia café e dava boas-vindas aos que chegavam à sua casa.
O cenário e o figurino de retalhos de pano coloridos remetem à infância e ao imaginário popular. Em cena também estão o Divino Espírito Santo, a viola caipira e o linguajar típico do piracicabano.
A história de “Filho das Águas” começa com a bênção das casas durante a Festa do Divino e volta no tempo quando “Elia” – como o personagem é chamado em cena – era criança e dependia dos peixes que pescava no rio de Piracicaba para alimentar a família.
A paixão pelo rio e pela natureza vem da convivência do ribeirinho com as águas. A montagem dos bonecos começa com um Judas feito durante a Semana Santa, mas Elias sofre com a destruição de sua “cria”.
Em uma conversa com o Divino resolve colocar seus bonecos na barranca do rio para protegê-lo e para que as pessoas não pensem que o “seu” rio está morrendo.
A peça também tem uma conotação ecológica e mostra Elias montado em seu cavalo imaginário, como um Dom Quixote tentando lutar contra o interesse financeiro na implantação de indústrias poluentes na cidade.
No final, a proposta é uma convivência pacífica entre o progresso e a preservação na natureza. A mudez de Elias – fruto de uma traqueostomia feita há dez anos – é explicada como uma vingança das “almas do sete palmos”, que ficam com raiva do artesão porque as pessoas deixaram de ter medo das assombrações que povoam a barranca do rio por causa dos bonecos.
Aparece ainda no enredo, em forma de anjo, Nhô Lica, morador da cidade que era conhecido por pegar pedrinhas, tampas de garrafa e pedaços de espelho pela rua e guardar como um grande tesouro. Nhô Lica ajuda Elias em duas ocasiões: primeiro surge para que ele não abandone a criação dos bonecos e depois para confortar o anti-herói pela perda da voz. “Sua força não está nas palavras, mas sim nas mãos”, diz o anjo.
Os atores do grupo Tragatralha se revezam em cerca de 20 personagens, com mudanças de pequenas peças do figurino. Elias é caracterizado por usar o boné da indumentária de marinheiro da Festa do Divino.
Ao final da peça fica a mensagem de um homem simples e corajoso que ama e luta pelas suas raízes e pela sua verdade.