segunda-feira, 15 de junho de 2009

Viajando através de mim

Nesse feriado me permiti viajar para a casa de uma pessoa querida e a me reecontrar um pouquinho. Com o vai e vem do dia-a-dia deixamos os amigos queridos e caros um pouco de lado, não porque assim queremos, mas porque não há outro jeito.
O bom é que de tempos e tempos acontecem pequenos reencontros que renovam os sentimentos e dão um calorzinho gostoso na alma.
E assim foi o meu feriado, peguei com o Enrico um ônibus horroroso (essa parte vou pular) para Ribeirão Preto onde minha amiga e comadre Graziela foi nos receber. À noite, em pleno Dia dos Namorados, fomos os 3 jantar num restaurante japonês, o que nos rendeu boas risadas. Depois o Enrico foi pra casa do pai e começamos a reciclagem da amizade com um DVD francês chamado O Amor Não Tem Preço (http://www.youtube.com/watch?v=JAxFvLx5M8g&feature=related).
Nos conhecemos há 21 anos, passamos a adolescência juntas e temos muitas histórias e pessoas para lembrar. Ribeirão foi uma grata surpresa, apesar de grande a cidade é agradável e bonita, bem arborizada e com um ar cosmopolita caipira simpático.
No dia seguinte caminhamos no parque Curupira e tomamos água de coco regada a muito bate-papo. Depois teve um almoço delicioso num bistrôzinho charmoso e A Mulher Invisível (http://wwws.br.warnerbros.com/amulherinvisivel/site/) no cinema. Vale a pena ver o filme, Selton Mello está impagável e a Luana Piovani irritantemente linda.
Sobrou ainda tempo para um jantarzinho numa noite muito gelada - coisa rara em Ribeirão.
Domingo amanheceu um sol gostoso e fomos comprar jornal com o Dizzy, o cachoro-filho da Grá. E pra fechar a viagem fomos passer no Centro que tem um teatro lindo, o Pedro II e almoçamos no Pinguim (foto), parada obrigatória na cidade.
Foi tudo simples, tranquilo, agradável e delicioso. São momentos assim que nos deixam felizes.
Reciclei a amizade, o carinho, a cumplicidade e a mim mesma.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Boas notícias sempre

Bela iniciativa, jovens jornalistas criaram um site que só será abastecido com boas notícias.
Segue abaixo a apresentação de uma das idealizadoras do site Maria Clara de Campos Vergueiro, tirado do blog do ex-chefe Ricardo Kotscho. Vai lá também: http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/



O site As Boas Novas surgiu com a necessidade de um jovem empresário, Ruy Drever, de se abastecer de boas notícias todos os dias. Leitor de quatro jornais diários, ele não entendia porque não eram divulgadas as iniciativas positivas que certamente existem ao lado das catástrofes e mazelas.
Convidada por ele para pensar um site de boas notícias, desenvolver sua linha editorial e gerar conteúdo para ele, intimei um amigo, Dado Abreu, para fazer parte deste time.
A identidade visual ficou por conta da Oca Imagem e, juntos, nos debruçamos por um ano sobre o site que hoje está no ar.
A verdade é que não estamos sozinhos no desejo de enxergar soluções no mundo em que vivemos.
Começa um movimento, tímido mas notado, de pessoas cansadas da preferência pela má notícia, do mundo sem espaço para utopias, sem chance para as propostas positivas, capazes, elas também, de mudar o rumo das coisas.
E, embora o jornalismo não seja sozinho o responsável pelo desânimo e a apatia que contamina a maior parte das pessoas, ele tem, no germe da sua contradição, uma chave para a mudança deste panorama.
Este site tem a idéia de gerenciar o que está por aí nas mídias do mundo, em termos de boas notícias, mas quer também produzir seu próprio conteúdo.
Por enquanto, temos duas seções de produções nossas: a Repórter Boas Novas e a Gente Boa. Queremos fazer um site colaborativo, para que a proposta de que se crie uma rede em torno das iniciativas positivas seja realmente executada."


Essa moçada inteligente pode aposentar a máxima do jornalismo que notícia boa não vende! Cabe a todos nós, jornalistas ou não, produzirmos material positivo no mundo e termos os olhos voltados para a boa vontade e para a gentileza.

É isso aí, que venham as boas novas!



terça-feira, 9 de junho de 2009

Filminho inspirador


Hoje assisti novamente, por acaso, um filme que adoro e que tem tudo a ver com o post abaixo. Trata-se de "Um Homem de Família" com o charmosíssimo Nicolas Cage. Peguei a história no comecinho zapeando pela TV a cabo.
Cage é um poderoso homem de negócios chamado Jack Campbell e vive cercado de lindas mulheres, viagens e carrões. Um dia ele acorda com outra vida, casado com a namorada do colégio, pai de dois filhos pequenos, morando no subúrbio e vendendo pneus na loja do sogro.
Depois do susto ele começa a ver a vida sob outra perspectiva e a dar valor ao que realmente importa.
Vale a pena assistir, é meio antigo, de 2000, mas fuçando na locadora acha.
Uma mostra pode ser vista no site: http://www.family-man.com/

Enjoy it!




* foto de cena do filme retirada do site http://www.cineplayers.com/filme.php?id=2059

Sem ansiedade

Seria tão mais fácil e tranquilo viver sem tanta ansiedade, sem tude ter de gerar grandes acontecimentos.
Com a chegada de datas como o Dia dos Namorados, Natal, aniversários e outras comemorações as pessoas são tomadas por uma ânsia de mostrar afeto, carinho e consideração, quase sempre com produções bombásticas ou presentes caros. E no resto do ano sobram brigas, desentendimentos e falta de respeito.
Não seria mais lógico nesses dias ficarmos sossegados, com que amamos em volta, fazendo coisas simples como comer uma pizza, passear pelo parque de mãos dadas ou dar uma volta na praia?
Faz tempo que sou adepta da paz e do amor e os dois não podem andar um sem o outro. Amor tem de ser igual a serenidade, àquela sensação gostosa de estar feliz com simples prazeres e acima de tudo tem de ser saudável.
Eu valorizo mais um elogio fora de hora, um beijo inesperado, um olhar carinhoso, um telefonema no meio do dia só pra falar oi ou e-mails com lindas canções a presentes, jantares à luz de velas ou surpresinhas românticas.
A felicidade está nas pequenas atitudes do nosso dia-a-dia e não em demonstrações encenadas nas datas determinadas pelas convenções sociais.


Feliz Dia dos Namorados!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Festas juninas hi tech

Festa junina pra mim sempre foi sinônimo de quadrilha, canjica, pinhão, mastro de santos, cuscuz e bombinha de São João. Quando eu era criança pássamos semanas organizando a festa do sítio da minha avó, com direito a levantar o mastro com os 3 santos festeiros - Santo Antônio, São Pedro e São João (meu preferido que aparece criança com o carneirinho), soltar muita chuva de prata, ajudar a acender a fogueira e comer pipoca, curau e doce de batata doce.
Na escola sempre tinha a quadrilha a caráter com bochecha de pintinha, trancinha, chapéu de palha e vestido florido pras meninas, calça remendada, camisa xadrez e barba e bigode para os meninos. Fora o casamento caipira que era um acontecimento divertido regido pelo padre palhaço e pelo pai da noiva de espingarda em punho.
Eu ainda adoro a festança, mas aqui no interior onde devíamos cultivar nossa cultura caipira, as festas estão mais pra hi tech.
Nas escolas as crianças não se vestem mais de caipirinha e dançam forró, frevo, músicas gaúchas, country, 60's e outras invenções dos "educadores" modernos. A boa e velha quadrilha com balancê e o pessoal fugindo da chuva e da cobra já era.
Não seria mais interessante cultivar as raízes da festa e ensinar às crianças a origem dos festejos e de seus símbolos?
O cardápio ainda tem comidas tradicionais como milho verde, doce de abóbora e pé de moleque, mas incorporou o americano cachorro-quente e o churrasquinho.
Que saudade das festas juninas originais! E viva São João, Santo Antônio e São Pedro!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Motel estatal

Como só se fala na queda do avião da Air France, uma notícia acabou passando despercebida e não gerou muita discussão.
A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (2/6) à noite, em votação simbólica, projeto de lei que permite ao adolescente infrator direito a visitas íntimas e que bebês de até três anos fiquem com as mães que cumprem a internação. Atualmente, a concessão de visita íntima depende da decisão de cada juiz ou gestor. Pelo projeto aprovado, a visita íntima será assegurada aos adolescentes casados ou que vivam, comprovadamente, em união estável.
Eu sou a favor que todos os tipos de detentos, que são responsabilidade do Estado, principalmente os jovens, que a meu ver têm mais chances de reabilitação, tenham todos os seus direitos assegurados, mas transformar as instituições públicas em móteis me parece um pouco de exagero.
Afinal, são menores e deveriam estar estudanto ou trabalhando ao invés de constituirem e manterem família dentro dessas instituições. Não sou moralista, nem contra o sexo entre adolescentes, desde que tenham maturidade e responsabilidade sobre seus atos, o que me parece que jovens presos não têm.
Acompanhei vários massacres nas antigas Febems e sempre defendi que esses menores têm menos oportunidades e deveriam ser tratados como tal, sem essa de diminuir a idade penal. Mas, se não têm idade para responder criminalmente como um adulto, têm capacidade moral e intectual para repetir outros padrões de comportamento dessa faixa etária? Acho um disparate.
E as adolescentes que engravidarem dentro dessas instituições? De quem é a responsabilidade pela educação sexual e pelo sexo seguro?
Acho que nesse caso, direitos foram confundidos com libertinagem.
E o pior, eles vão para o motel e nós que pagamos a conta!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Movimento dos Sem Cinema (MSC)

Faz tempo que aqui em Piracicaba participarmos do MSC, mas agora é oficial. Desde que o Shopping Piracicaba inaugurou suas cinco salas de cinema, gerenciadas pelo Cine Araújo, isso há uns 7 anos, assitir um bom filme por aqui é algo inédito.
Pra começar, as salas são mal planejadas, se você sentar do meio pra baixo "piriga" ficar com torcicolo o resto da semana. Resultado: temos de chegar uns 40 minutos antes da sessão para quando abrir a porta do cinema correr feito doidos pra pegar um lugar decente.
Fora isso os melhores filmes nunca chegar por aqui, só os blockbusters comerciais. Os que concorreram ao Oscar esqueceram de vir a Piracicaba, por exemplo.
Mas o preço é igual ao dos outros cinemas e chega a R$ 16 nos finais de semana para os pobres mortais que não têm (ou falsificam) as carteirinhas de meia entrada, como eu.
Amo cinema e fico indignada com esse descaso. O jeito é apelar para os DVDs, mas não têm a mesma magia.
Agora o cinema vai ficar fechado por 20 dias para reformar e virar 3D.
Sinceramente, por mim vai dar na mesma, ao invés de inventar novas tecnologias, salas bem projetadas e filmes inteligentes já seriam suficientes.